Voltei. Eu sempre volto.
Pode demorar, mas nunca deixo coisas pendentes. Sempre foi assim, com absolutamente tudo na minha vida. Quando eu me canso, eu paro, espero, e volto mudando tudo ao meu redor, sem me importar com ninguém além de mim, simplesmente para não continuar cansada. E isso é bom, tendo em vista que a monotonia jamais me caiu bem. Então foi assim que decidi voltar a postar meus textos e inutilidades verbais... Mudei absolutamente tudo... título, cores, e blá blá blá... O título veio na minha cabeça como algo um tanto quanto sugestivo, e as cores alegres são só para iludir.
Porém, apesar de tantas mudanças constantes, as coisas sempre estarão iguais se você reparar bem. Na minha vida tem muita coisa intacta, apesar de tudo... deve ser porque sou meio intocável demais.
De qualquer maneira, esse é apenas um recomeço... Não estou com tempo para transmitir meus sentimentos em palavras nesse instante, e nem quero fazer isso agora. As mudanças já foram feitas, porém, tem uma coisa que sempre se esquecem: EU NUNCA MUDO.
Acho que é por isso que eu não posso ser acompanhada e julgada como um seriado de TV, onde as coisas sempre mudam, e o mundo sempre dá várias voltas... Mas pra quê?! Vai sempre parar no mesmo lugar!
Então acostumem-se com a garota impulsiva que nunca se arrepende quando faz algo errado, só porque sabe que quando a dor bater, vai ter um maço de cigarros, papel, caneta, e uma boa música à sua espera, pronta para lhe dar todo o conforto que abraço nenhum é capaz, pelo menos por enquanto.
Mas só para avisar, isso não é algo do qual devemos nos orgulhar.
segunda-feira, 24 de março de 2008
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
A marca dos dentes.
Começar a ver o filme da metade já não me faz tanto sentido.
As reprises ficaram tão sem graça...
Mas eu sinto. Ao menos senti.
Ou talvez tenha sido uma sensação fantasma.
Talvez um sonho! A gente ainda se encontra em um sonho bom.
E quando acordar, tudo ainda estará lá.
Para quê?
Para deixar passar no tempo, oras!
Deixe o tempo passar... e seremos nosso próprio passa-tempo.
Isso soa tão divertido e infeliz. Mas como?
Bem mais apropriado, eu diria.
As reprises ficaram tão sem graça...
Mas eu sinto. Ao menos senti.
Ou talvez tenha sido uma sensação fantasma.
Talvez um sonho! A gente ainda se encontra em um sonho bom.
E quando acordar, tudo ainda estará lá.
Para quê?
Para deixar passar no tempo, oras!
Deixe o tempo passar... e seremos nosso próprio passa-tempo.
Isso soa tão divertido e infeliz. Mas como?
Bem mais apropriado, eu diria.
domingo, 7 de outubro de 2007
Me espere onde estiver.
03h37, e eu acordada, para não perder o costume.
São diversos os motivos que geralmente me tiram o sono... Mas o de hoje me surpreendeu:
Saudade.
Não por ser simplesmente "saudade", mas por ser uma saudade estranha, que dói, que corrói, que destrói, e que parece ser inacabável.
A pior saudade que existe, não é a saudade de um amor perdido, de um momento de sua vida ou muito menos de uma pessoa que está distante. É sim, a saudade de uma pessoa que você ama além do amor, de uma pessoa que não há muitos momentos vividos junto com ela para se recordar, de uma pessoa que está além da distância.
A vida é realmente muito injusta e o destino é extremamente irônico, e quando eles se juntam, ficam apenas as saudades... e é dessa saudade que eu estou falando.
Eu sinto uma saudade absurda, no momento, de uma pessoa em especial. Digamos que isso me deixa vulnerável ao extremo.
Eu queria tanto poder dizer, poder gritar, poder chorar, e colocar para fora tudo que eu estou sentindo, mas não valeria a pena se eu pensasse que a pessoa que mais precisa ver isso tudo, talvez não esteja vendo. Mas eu tenho fé, e a esperança prevalece sendo a última que morre.
Mas morre.
Tudo morre. tudo um dia irá morrer.
Você morrerá, eu morrerei. Ele morreu.
Depois da morte, ficam as marcas. Primeiro a ferida, que acaba cicatrizando... eu sei que cicatriza... Mas depois disso, fica por ali a cicatriz, te fazendo sorrir, ou - na maioria das vezes - chorar.
Eu preciso chorar. Eu preciso cicatrizar. Mas para que? Cicatrizes são inúteis, indiferentes. Deixe minha ferida descansar em paz!
Ah, se tu soubesse a falta que está fazendo por aqui, não teria me deixado tão cedo!
Apesar de tudo, eu era sim capaz de saber o que é perder alguém, com o aperto no coração ao saber que o pra sempre existe, e que a saudade será eterna... essa é uma das únicas certezas, a outra, é saber que não sou a única. Isso deveria aliviar.
Se você tivesse aqui, tudo seria diferente. Se você estivesse por perto...
Minhas lágrimas se tornam meu lugar. Minhas lágrimas para ti, e só para ti. Um dia as uso para fazer um lago e coloco nele o seu nome. Você merece, meu herói.
Por quê? Não houve muito tempo... nunca há tempo... acho estranho a maneira com que as coisas acabam, cômico se não fosse tão trágico!
Por quê? Pessoas como você fazem a diferença, e são capazes de provarem serem maravilhosas em questão de segundos. Provou e comprovou.
Mas eu sei que você pode me ouvir agora... Então pega essa: Você me orgulha, e eu te amo incondicionalmente. Uma vez que fui capaz de descobrir sozinha que a eternidade existe, fui capaz também de concluir que meu amor por você é eterno.
Cuida de mim, eu preciso de você!
Me espere onde estiver.
Só quem sabe o que é ter e perder alguém, sente a dor que eu sinto.
São diversos os motivos que geralmente me tiram o sono... Mas o de hoje me surpreendeu:
Saudade.
Não por ser simplesmente "saudade", mas por ser uma saudade estranha, que dói, que corrói, que destrói, e que parece ser inacabável.
A pior saudade que existe, não é a saudade de um amor perdido, de um momento de sua vida ou muito menos de uma pessoa que está distante. É sim, a saudade de uma pessoa que você ama além do amor, de uma pessoa que não há muitos momentos vividos junto com ela para se recordar, de uma pessoa que está além da distância.
A vida é realmente muito injusta e o destino é extremamente irônico, e quando eles se juntam, ficam apenas as saudades... e é dessa saudade que eu estou falando.
Eu sinto uma saudade absurda, no momento, de uma pessoa em especial. Digamos que isso me deixa vulnerável ao extremo.
Eu queria tanto poder dizer, poder gritar, poder chorar, e colocar para fora tudo que eu estou sentindo, mas não valeria a pena se eu pensasse que a pessoa que mais precisa ver isso tudo, talvez não esteja vendo. Mas eu tenho fé, e a esperança prevalece sendo a última que morre.
Mas morre.
Tudo morre. tudo um dia irá morrer.
Você morrerá, eu morrerei. Ele morreu.
Depois da morte, ficam as marcas. Primeiro a ferida, que acaba cicatrizando... eu sei que cicatriza... Mas depois disso, fica por ali a cicatriz, te fazendo sorrir, ou - na maioria das vezes - chorar.
Eu preciso chorar. Eu preciso cicatrizar. Mas para que? Cicatrizes são inúteis, indiferentes. Deixe minha ferida descansar em paz!
Ah, se tu soubesse a falta que está fazendo por aqui, não teria me deixado tão cedo!
Apesar de tudo, eu era sim capaz de saber o que é perder alguém, com o aperto no coração ao saber que o pra sempre existe, e que a saudade será eterna... essa é uma das únicas certezas, a outra, é saber que não sou a única. Isso deveria aliviar.
Se você tivesse aqui, tudo seria diferente. Se você estivesse por perto...
Minhas lágrimas se tornam meu lugar. Minhas lágrimas para ti, e só para ti. Um dia as uso para fazer um lago e coloco nele o seu nome. Você merece, meu herói.
Por quê? Não houve muito tempo... nunca há tempo... acho estranho a maneira com que as coisas acabam, cômico se não fosse tão trágico!
Por quê? Pessoas como você fazem a diferença, e são capazes de provarem serem maravilhosas em questão de segundos. Provou e comprovou.
Mas eu sei que você pode me ouvir agora... Então pega essa: Você me orgulha, e eu te amo incondicionalmente. Uma vez que fui capaz de descobrir sozinha que a eternidade existe, fui capaz também de concluir que meu amor por você é eterno.
Cuida de mim, eu preciso de você!
Me espere onde estiver.
Só quem sabe o que é ter e perder alguém, sente a dor que eu sinto.
domingo, 23 de setembro de 2007
As coisas pequenas.
A intensidade supera o tempo, mas algumas coisas acabam sem motivo aparente, por mais intensa ou longa que seja.
É frustrante quando você olha, e aquele castelinho de areia tão bem feito está desmoronando aos poucos, e você fica sem saber se impede isso, se o refaz ou o destrói de uma vez (mesmo que isso te traga ainda mais dor e arrependimento, continua sendo uma alternativa).
Você não sabe se deve se importar, se realmente vale a pena. As vezes sim. As vezes desgasta... as vezes nem sobra nada para desgastar.
Mas é claro, você continua tendo algumas certezas: algumas pessoas são insubstituíveis, e o PRA SEMPRE existe sim, pois você sabe, o amor que você sente vai ser eterno, por mais que a areia daquele castelinho voe e acerte teus olhos quase te cegando, por mais que você canse de tanto construir castelinhos, por mais que a areia desapareça ou mude de cor, e o sol vire escuridão. O amor vai continuar ali, sorrindo pra vocês... ele nunca vai acabar, e todos os momentos de alegria, jamais irão se apagar. Ou pelo menos é nisso que eu gostaria de acreditar.
É frustrante quando você olha, e aquele castelinho de areia tão bem feito está desmoronando aos poucos, e você fica sem saber se impede isso, se o refaz ou o destrói de uma vez (mesmo que isso te traga ainda mais dor e arrependimento, continua sendo uma alternativa).
Você não sabe se deve se importar, se realmente vale a pena. As vezes sim. As vezes desgasta... as vezes nem sobra nada para desgastar.
Mas é claro, você continua tendo algumas certezas: algumas pessoas são insubstituíveis, e o PRA SEMPRE existe sim, pois você sabe, o amor que você sente vai ser eterno, por mais que a areia daquele castelinho voe e acerte teus olhos quase te cegando, por mais que você canse de tanto construir castelinhos, por mais que a areia desapareça ou mude de cor, e o sol vire escuridão. O amor vai continuar ali, sorrindo pra vocês... ele nunca vai acabar, e todos os momentos de alegria, jamais irão se apagar. Ou pelo menos é nisso que eu gostaria de acreditar.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Se um dia lembrar de mim...
De algum modo, uma partezinha de mim sempre esperou que talvez, de vez em quando, ou até de vez em nunca, você estivesse andando pela rua e lembrasse da minha existência sem motivos, ou simplesmente porque queria ouvir eu te contando uma piadinha infame.
E eu penso em você assim, do nada, enquanto estou me arrumando pra sair, ou esperando a pipoca sair do microondas, e inevitavelmente, surge um sorriso no meu rosto.
Talvez por isso, eu tenha me conformado a fazer uma ínfima parte da sua vida, mesmo sabendo que você nunca quis, nem pediu, e nem se importou com que eu tivesse um papel mais importante.
Só porque, sim... eu já passei (e confesso, ainda passo) muito tempo, pensando que tudo isso podia ser diferente.
Talvez fosse para terminar mesmo, mas que nossa história ao menos tivesse um fim melhor... ela realmente merecia.
Um fim um pouco menos infantil, triste, pungente.
Eu queria poder mudar... alias, acho que tentei mudar.
Mas eu nunca consegui te esquecer.
E eu penso em você assim, do nada, enquanto estou me arrumando pra sair, ou esperando a pipoca sair do microondas, e inevitavelmente, surge um sorriso no meu rosto.
Talvez por isso, eu tenha me conformado a fazer uma ínfima parte da sua vida, mesmo sabendo que você nunca quis, nem pediu, e nem se importou com que eu tivesse um papel mais importante.
Só porque, sim... eu já passei (e confesso, ainda passo) muito tempo, pensando que tudo isso podia ser diferente.
Talvez fosse para terminar mesmo, mas que nossa história ao menos tivesse um fim melhor... ela realmente merecia.
Um fim um pouco menos infantil, triste, pungente.
Eu queria poder mudar... alias, acho que tentei mudar.
Mas eu nunca consegui te esquecer.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Obrigada.
Obrigada pelos conselhos baratos.
Obrigada pelas sádicas lembranças.
Mas eu te devolvo tudo isso agora
Pegue de volta antes que eu jogue fora.
Não é mais útil para mim
Não dá para continuar assim.
Não consigo mais brincar de ser feliz.
Isso é quando o fingimento se torna real
e a realidade um fingimento
e pode até parecer normal, só por um momento.
É quando as promessas de amor eterno
se tornam monocromáticas e sem valor
Primeiro as juras, depois as injúrias.
Primeiro a felicidade, depois a dor.
Outra vez...
é como se você desconsiderasse a gravidade
e fosse capaz de voar em liberdade
Mas a força peso, ah... insiste em te envolver
e te puxar para baixo, não dá para conter.
Maldita gravidade!
Maldita liberdade!
Maldita insanidade!
Maldita realidade!
Eu não quero essa verdade...
Eu quero é uma verdade inventada.
Essa é a minha vida, muito obrigada.
Obrigada pelas sádicas lembranças.
Mas eu te devolvo tudo isso agora
Pegue de volta antes que eu jogue fora.
Não é mais útil para mim
Não dá para continuar assim.
Não consigo mais brincar de ser feliz.
Isso é quando o fingimento se torna real
e a realidade um fingimento
e pode até parecer normal, só por um momento.
É quando as promessas de amor eterno
se tornam monocromáticas e sem valor
Primeiro as juras, depois as injúrias.
Primeiro a felicidade, depois a dor.
Outra vez...
é como se você desconsiderasse a gravidade
e fosse capaz de voar em liberdade
Mas a força peso, ah... insiste em te envolver
e te puxar para baixo, não dá para conter.
Maldita gravidade!
Maldita liberdade!
Maldita insanidade!
Maldita realidade!
Eu não quero essa verdade...
Eu quero é uma verdade inventada.
Essa é a minha vida, muito obrigada.
domingo, 9 de setembro de 2007
Sorria como se fosse mentira.
Vou falar, talvez você não goste
Mas ainda assim irá me escutar, aposte.
É bom você saber que entre nós há uma simples diferença
Você tem uma vida
eu tenho apenas feridas
tanto as minhas, quanto as tuas
e estou cuidando delas.
Apenas sorria enquanto caminha sem rumo pelas ruas
e eu fingirei estar feliz sem reconhecimento pela minha atuação singela.
Não é difícil perceber esse meu olhar vazio.
Meu olhar vazio dificilmente percebe isso em você.
Não é agradável carregar tudo nas costas sozinha
Me desculpe se a culpa é minha
Apenas continue sorrindo enquanto caminha
sem rumo pelas ruas
vazio pelas ruas vazias
puro, sem prumo, sem rumo.
Eu vou estar aqui cuidando de tudo.
Faz de conta que você não me viu chorar.
Faz de conta que você não soube o que falar.
Sempre estive chorando por dentro
Mas faz de conta que não, meus olhos estão secos agora.
Apenas faça de conta, sorria como se fosse mentira, entendemos disso.
Pode ser excruciante aos olhos de quem vê
Mas é bem mais aos olhos de quem chora.
Faça de conta, dissimule, olhe lá fora
Um dia aparentemente lindo está por vir.
Respire fundo e comece a sorrir
Enquanto há fôlego, enquanto há tempo.
Você pode perder tudo com o simples sopro de um vento...
Agora é a hora certa para o vento errado
Então cause dor e deixe os outros de lado.
Sorria como se fosse mentira.
Sorria como se nada tivesse causado.
Mas ainda assim irá me escutar, aposte.
É bom você saber que entre nós há uma simples diferença
Você tem uma vida
eu tenho apenas feridas
tanto as minhas, quanto as tuas
e estou cuidando delas.
Apenas sorria enquanto caminha sem rumo pelas ruas
e eu fingirei estar feliz sem reconhecimento pela minha atuação singela.
Não é difícil perceber esse meu olhar vazio.
Meu olhar vazio dificilmente percebe isso em você.
Não é agradável carregar tudo nas costas sozinha
Me desculpe se a culpa é minha
Apenas continue sorrindo enquanto caminha
sem rumo pelas ruas
vazio pelas ruas vazias
puro, sem prumo, sem rumo.
Eu vou estar aqui cuidando de tudo.
Faz de conta que você não me viu chorar.
Faz de conta que você não soube o que falar.
Sempre estive chorando por dentro
Mas faz de conta que não, meus olhos estão secos agora.
Apenas faça de conta, sorria como se fosse mentira, entendemos disso.
Pode ser excruciante aos olhos de quem vê
Mas é bem mais aos olhos de quem chora.
Faça de conta, dissimule, olhe lá fora
Um dia aparentemente lindo está por vir.
Respire fundo e comece a sorrir
Enquanto há fôlego, enquanto há tempo.
Você pode perder tudo com o simples sopro de um vento...
Agora é a hora certa para o vento errado
Então cause dor e deixe os outros de lado.
Sorria como se fosse mentira.
Sorria como se nada tivesse causado.
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