terça-feira, 13 de maio de 2008

Nesse silêncio todo eu não posso te ouvir.

Palavras são armas, e o silêncio é defesa.
Prefiro mesmo ficar quieta para não me machucar. Nunca se sabe quando colocarei tudo a perder dizendo coisas que você nunca deveria saber.
Guardo essa fase e esse sentimento só pra mim, e um dia tudo vai passar. Eu sei que vou lembrar, mas aí já será tarde e irrelevante.
É frustrante que eu não tenha noção do impossível... e é triste viver tudo isso sozinha. Mas eu vivo, e sempre vou viver assim. Ilusão aos meus olhos é algo normal, faz parte de mim e faz parte da minha rotina.
Eu acredito nessa ilusão. Talvez amanhã ou depois isso saia da minha cabeça, mas me alimento disso no momento, e, em cada momento de silêncio você vai desacreditar nela, enquanto ela me consumirá.
Pois deixe que consuma. Me deixe abraça-la, pq ela acabará indo embora sem dizer adeus. Quando eu me der conta, a realidade já terá vindo à tona, e você vai estar mais longe ainda.
E logo eu que sou de acreditar em futuro e fazer mil planos em torno de promessas, consegui me desiludir nesse aspecto.
Parabéns! Eu estou acordada.
(...)
E nem assim você sai de mim.

domingo, 11 de maio de 2008

O amor é. Ele simplismente é.

As definições das crianças em uma pesquisa realizada num jardim de infância:

"Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere os sentimentos dessa pessoa" - Mathew, 6 anos

"Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô, desde então, pinta as unha para ela. Mesmo quando ele tem artrite" - Rebecca, 8 anos

"Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras" - Lauren, 4 anos

"Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo se conhecendo há muito tempo" - Tommy, 6 anos

"Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente" - Billy, 4 anos

"Há dois tipos de amor, o nosso amor e o amor de Deus, mas o amor de Deus junta os dois" - Jenny, 4 anos

"Amor é quando mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford" - Chris, 8 anos

"Durante minha apresentação de piano, eu vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo" - Cindy, 8 anos

"Não deveríamos dizer eu te amo a não ser quando realmente o sintamos. e se sentimos, então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas esquecem de dizê-lo" - Jessica, 8 anos

"Amor é se abraçar, amor é se beijar, amor é dizer não" - Patty, 8 anos

"Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro" - Mary Ann, 4 anos

"Deus poderia ter dito palavras mágicas para que os pregos caíssem do crucifixo, mas ele não disse isso. Isso é amor" - Max, 5 anos.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

De jeito nenhum.

Eu vou mentir e dissimular.
Falar a verdade e fazer as coisas certas não deu certo até agora, e eu era mais compreendida quando me passava por irresponsável.
Você não sabe o que é ter que engolir seco... não, não sabe. Não sabe como a inconveniência desce rasgando a garganta.
Todas as cenas e todas as palavras forçadas estão sendo lançadas abismo abaixo.
Não deixe que elas me levem junto.
Eu não vou deixar.
Só não pense que irei me segurar em você.
Sei bem com quem não posso contar. Sei bem oque cada pessoa causa em mim.
Preciso levar essa náusea para fora e preciso me levar para bem longe daqui.
Me traga logo um maço antes que eu tenha que pedir "por favor" e vá embora antes que eu diga "obrigada".
De jeito nenhum.
Desapareça da minha frente antes que eu diga adeus.
Adeus, minha pequena infeliz...

sábado, 3 de maio de 2008

Todo exagero é um pouco duvidoso.

Sei bem que também sou cheia de defeitos, mas o maior de todos eles é o exagero.
Faço de uma simples frase o meu livro e de uma tola palavra um grande sentimento dentro de mim.
Tudo que naturalmente deveria ser irrelevante torna-se a coisa mais importante do mundo e o exagero funde-se com a intensidade. Isso me derruba e me deixa sem chão (é, estou exagerando).
Tudo que deveria apenas ser esquecido está em cada passo que eu dou, em cada palavra que sai de minha boca e em cada pensamento solitário que foge de minha cabeça para vagar sozinho por aí.
E tudo que deveria se organizar ficou devidamente fora do lugar.
O exagero confunde. A intensidade sai fora de qualquer controle tornando-se essencial e mata aos poucos. A única consequência dessa união é a insegurança.
Exagero, intensidade, insegurança: é disso que sou feita. Ou melhor: é disso que me fizeram.
Isso me impede de conseguir encontrar certezas nessa história toda. Tudo vira talvez.
Talvez eu te ame.
Talvez eu te espere.
Talvez eu te esqueça.
Já percebeu que a maioria das probabilidades estão a seu favor?
O porque disso é a única certeza dentro da minha cabeça: Enquanto você acorda e vai viver, eu continuo sonhando.
Tudo normalmente já deveria ter sido deixado para trás sem exageros, sem intensidade, sem dúvidas... Mas o maldito talvez que você provoca em mim está me impedindo.
Por favor, sinta o que eu sinto e me faça entender.

sábado, 19 de abril de 2008

No passo das lágrimas inexistentes.

Ela tem uma coleção de sonhos perdidos.
Uma coleção de pessoas que foram embora, uma coleção de pessoas que estão logo ali, mas são inalcançáveis.
Pobre garota vazia... tão vazia quanto essas frases sem sentido.
Esquece do mundo e deixa que ele a esqueça. Muitas feridas para alimentar.
Dores arquivadas. Organização, só por falta de ocupação.
Fria, insensível e dissimulada. Sofre, mas sofre em silêncio. Não consegue derramar uma lágrima sequer.
Pobre garota vazia... tão vazia quanto esse copo cheirando a álcool barato.
É só o cheiro. O líquido já foi. Tudo já foi. Apenas o cheiro ficou.
Respire fundo antes que ele se vá também.
Pobre garota vazia. Tão feliz e tão vazia.
Comprimidos e frascos vazios em toda parte.
Mas García Márquez lhe disse que remédio nenhum cura o que a felicidade não cura.
Ela não tem cura. Não tem explicação. Mantenha fora do alcance de crianças.
Pobre garota impura e sem cura...
Pobre garota vazia... pobríssima!
Espírito pobre, alma vazia. Tão vazia...
Espera o telefone tocar, só pra não atender.
Finge não se importar só pra ver morrer.
Mas a morte lhe cai tão bem...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Aqui ou em lugar nenhum.

Sentimento sem explicação.
Felicidade sem razão.
Angústia em vão.
Dúvidas que vem e vão.
Eu não quero um controle.
Mas não quero ver minha vida sem mim passando na televisão.
Então me deixa desligar.
Me deixa controlar.
Me deixa viver!
Me deixa ser tudo para você, e fazer tudo por você.
Não tem explicação, não tem razão, mas não será em vão.
Feche os olhos e confie em mim...
Não fale nada e deixe tudo assim.
Chegue mais perto, pois preciso de você aqui.
Do seu abraço me acalmando e tirando de mim todo o medo de nunca te ter.
Pode ser romance ou ficção, mas não colocaremos tudo a perder.
E é assim que vai ser, só eu e você
Pois você me completa, e eu nem sei o porquê.
E nem vou querer saber
desde que você esteja aqui
Ou em lugar nenhum...
Só precisa estar comigo
E eu estarei bem, fazendo até o impossível pra você estar também.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Nada de segunda temporada, isso não é um seriado sobre mim.

Voltei. Eu sempre volto.
Pode demorar, mas nunca deixo coisas pendentes. Sempre foi assim, com absolutamente tudo na minha vida. Quando eu me canso, eu paro, espero, e volto mudando tudo ao meu redor, sem me importar com ninguém além de mim, simplesmente para não continuar cansada. E isso é bom, tendo em vista que a monotonia jamais me caiu bem. Então foi assim que decidi voltar a postar meus textos e inutilidades verbais... Mudei absolutamente tudo... título, cores, e blá blá blá... O título veio na minha cabeça como algo um tanto quanto sugestivo, e as cores alegres são só para iludir.
Porém, apesar de tantas mudanças constantes, as coisas sempre estarão iguais se você reparar bem. Na minha vida tem muita coisa intacta, apesar de tudo... deve ser porque sou meio intocável demais.
De qualquer maneira, esse é apenas um recomeço... Não estou com tempo para transmitir meus sentimentos em palavras nesse instante, e nem quero fazer isso agora. As mudanças já foram feitas, porém, tem uma coisa que sempre se esquecem: EU NUNCA MUDO.
Acho que é por isso que eu não posso ser acompanhada e julgada como um seriado de TV, onde as coisas sempre mudam, e o mundo sempre dá várias voltas... Mas pra quê?! Vai sempre parar no mesmo lugar!
Então acostumem-se com a garota impulsiva que nunca se arrepende quando faz algo errado, só porque sabe que quando a dor bater, vai ter um maço de cigarros, papel, caneta, e uma boa música à sua espera, pronta para lhe dar todo o conforto que abraço nenhum é capaz, pelo menos por enquanto.
Mas só para avisar, isso não é algo do qual devemos nos orgulhar.