quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Uma pequena verdade sobre a solidão.
Estar sozinha não é problema. É na solidão que a gente consegue tirar conclusões e que obrigatoriamente aprende a gostar mais de si.
O que fica nas entrelinhas é que antes de tudo isso a dor do abandono se espalha por cada canto vazio do quarto.
O que fica nas entrelinhas é que antes de tudo isso a dor do abandono se espalha por cada canto vazio do quarto.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Entre amigos.
Quer realmente saber por que não estamos juntos? Bem, eu vou te dizer: é porque aparentemente a gente se ama, e é justamente quando tudo se torna amor que as coisas dão errado. Não que eu seja experiente nesse lance todo de amar e ser amada, pelo contrário, eu me dou melhor com o abandono. E agora sendo sincera: até que pode ser verdade tudo isso que eu disse, mas não é verdade que é por esse motivo que não estamos juntos. Essa é apenas a explicação que eu dei para a minha mãe quando ela descobriu que nós terminamos. "Eu não sei lidar com as pessoas que me amam, mãe". Isso é verdade, mas não foi esse o problema. O problema é que eu sei lidar menos ainda com as pessoas que não me amam, e eu não consigo ter certeza do que sentimos um pelo outro. Direi claramente: não estamos juntos porque eu não sirvo para completar ninguém. Eu não basto, em hipótese alguma. Ele não consegue se entregar por inteiro, fato pelo qual não o culpo, até porque também não me entrego por inteira com muita facilidade. Acontece que não tenho tudo o que ele precisa... Prendê-lo a mim seria egoísmo e eu não quero causar a infelicidade de ninguém. Acho que tudo não passou de uma idealização ótima, porém, patética. Resumindo, é isso: ele não consegue ser tão meu o tempo todo. Ele tem a necessidade de ser do mundo e isso eu não posso mudar. Há muitas coisas nele que eu não posso mudar e não dá pra conviver com isso. Nós não combinamos, eu não faço o tipo dele, não sou o bastante e isso tudo pode acabar em uma infidelidade futuramente... infidelidade essa que aparentemente será impossível de conter. E ele ainda jura que isso é amor. Mas tudo bem, eu já aceitei. Talvez somos apenas parecidos demais.
- Sei lá, mas, talvez seja amor...
- Como amigo, você pode até conhece-lo o suficiente, por mais difícil que isso seja, mas é óbvio que você não sabe nada sobre mim. Isso nada tem haver com amor. Isso é sobre a minha incapacidade de aceitar que não é sempre que se pode ganhar. É sobre os meus próprios jogos, que as pessoas sequer percebem que estão jogando junto comigo. Perder é uma palavra que não consta no meu dicionário. E é justamente essa palavra que me deixa indignada. No mais, só preciso de alguém que me ajude a superar... mas isso com certeza se tornará outro de meus joguinhos.
- Sei lá, mas, talvez seja amor...
- Como amigo, você pode até conhece-lo o suficiente, por mais difícil que isso seja, mas é óbvio que você não sabe nada sobre mim. Isso nada tem haver com amor. Isso é sobre a minha incapacidade de aceitar que não é sempre que se pode ganhar. É sobre os meus próprios jogos, que as pessoas sequer percebem que estão jogando junto comigo. Perder é uma palavra que não consta no meu dicionário. E é justamente essa palavra que me deixa indignada. No mais, só preciso de alguém que me ajude a superar... mas isso com certeza se tornará outro de meus joguinhos.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
o monstro dentro de você só assusta a si mesmo.
Eis uma pequena verdade sobre as pessoas como elas são: por aqui, as pessoas sequer precisam ter medo de gripe suína para usar máscaras...
segunda-feira, 25 de maio de 2009
À procura do incondicional.
Sei bem o que acontece comigo e não peço por consolo.
Consolo nenhum muda nada.
Tentativas frustradas de encontrar meu ego não me ajudarão no fim das contas.
Essa busca incessante me cansa.
Decidir o que vale a pena ou não me dá dor de cabeça.
Eu percebi que há algo de errado e não tenho a quem culpar.
Costumava dizer que todo mundo tem escolhas...
Agora entendo o que querem dizer com "cômico, se não fosse trágico".
Consolo nenhum muda nada.
Tentativas frustradas de encontrar meu ego não me ajudarão no fim das contas.
Essa busca incessante me cansa.
Decidir o que vale a pena ou não me dá dor de cabeça.
Eu percebi que há algo de errado e não tenho a quem culpar.
Costumava dizer que todo mundo tem escolhas...
Agora entendo o que querem dizer com "cômico, se não fosse trágico".
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Relação entre espaço e tempo, Kant não explica.
De longe todo mundo se preocupa.
De longe todo mundo é presente, todo mundo é amigo, todo mundo é amor, todo mundo se importa.
De longe todo mundo me ama.
Mantenha distância, eu prefiro assim.
De perto é tudo diferente...
De perto o tempo passa, as coisas mudam.
De perto tudo é real e frustrante. As pessoas enxergam melhor e eu já nem preciso dos meus óculos.
Assim é tudo mais complicado, de perto não há exclusividade. Maldito egoísmo.
O tempo passa.
As coisas mudam.
De perto cada um tem sua vida. Tudo é descartável. Maldito individualismo.
De perto é tudo tão junto, tão separado, tão próximo, tão tumultuado, e as pessoas trombam em mim.
Quero preocupações reais.
Quero parar de me esconder.
Quero voltar no tempo. Mas disso, falo depois.
O tempo passa, as coisas mudam.
Está ficando tarde.
Não gosto das coisas assim.
Eu, sempre optando por ilusões, quero ir embora daqui para bem longe, tendo em mente o ingênuo pensamento de que assim tudo seria melhor.
A distância está na proximidade.
De longe todo mundo é presente, todo mundo é amigo, todo mundo é amor, todo mundo se importa.
De longe todo mundo me ama.
Mantenha distância, eu prefiro assim.
De perto é tudo diferente...
De perto o tempo passa, as coisas mudam.
De perto tudo é real e frustrante. As pessoas enxergam melhor e eu já nem preciso dos meus óculos.
Assim é tudo mais complicado, de perto não há exclusividade. Maldito egoísmo.
O tempo passa.
As coisas mudam.
De perto cada um tem sua vida. Tudo é descartável. Maldito individualismo.
De perto é tudo tão junto, tão separado, tão próximo, tão tumultuado, e as pessoas trombam em mim.
Quero preocupações reais.
Quero parar de me esconder.
Quero voltar no tempo. Mas disso, falo depois.
O tempo passa, as coisas mudam.
Está ficando tarde.
Não gosto das coisas assim.
Eu, sempre optando por ilusões, quero ir embora daqui para bem longe, tendo em mente o ingênuo pensamento de que assim tudo seria melhor.
A distância está na proximidade.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Tive vontade de dispensar o título dessa vez.
"Mais um ano se foi e eu não perdi nenhum dia..."
É o segundo mês do ano e tudo continua exatamente igual.
É sempre a mesma coisa, as mesmas pessoas, os mesmos erros, as mesmas desculpas.
Não tem nada de novo por aqui. Eu não tenho nada de novo para contar.
Existem algumas surpresas. Surpresas boas, surpresas ruins e outras que eu não sei em qual gênero encaixar.
Pela primeira vez eu não chorei na virada do ano, mas isso é algo que não iria interessar ninguém a não ser minha psicóloga.
Fiz uma viagem desnecessária que apesar dos pesares não foi uma tortura tão grande.
Me permiti, me arrisquei, não me controlei. Comecei fazendo tudo o que me dava vontade.
Dei a cara à tapa mais uma vez e, outra vez levei o tapa. Posso dizer que dessa vez doeu menos. Ao menos, esperei que fosse doer mais.
Acho que estou aprendendo a lidar com as coisas, e essa surpresa se encaixa no gênero "sei lá se é bom ou ruim".
Mas mesmo assim, nada mudou completamente, e eu odeio as coisas pela metade.
Acho que mudei o meu jeito de escrever e sinto muito por isso... Ou não. Desculpa, mas deu vontade.
Eu gritei.
Eu corri.
Eu falei.
Eu ouvi.
E fingi não me importar.
Eu mudei?
Eu nunca mudo. Sou a mesma garota que odeia dizer "nunca".
Não, você não sabe como é ser alguém como eu e nunca querer parar.
Nunca.
Nunca sei até quando o "nunca" e o "pra sempre" duram.
Mas aqui estou eu, um passo à frente.
Com mais responsabilidades, menos tempo, mais frio na barriga e mais impulsividades ou não... aqui estou eu.
E aqui permanecerei... sei lá até quando. Nada de certezas, só impulsividades.
Just don't let me down.
É o segundo mês do ano e tudo continua exatamente igual.
É sempre a mesma coisa, as mesmas pessoas, os mesmos erros, as mesmas desculpas.
Não tem nada de novo por aqui. Eu não tenho nada de novo para contar.
Existem algumas surpresas. Surpresas boas, surpresas ruins e outras que eu não sei em qual gênero encaixar.
Pela primeira vez eu não chorei na virada do ano, mas isso é algo que não iria interessar ninguém a não ser minha psicóloga.
Fiz uma viagem desnecessária que apesar dos pesares não foi uma tortura tão grande.
Me permiti, me arrisquei, não me controlei. Comecei fazendo tudo o que me dava vontade.
Dei a cara à tapa mais uma vez e, outra vez levei o tapa. Posso dizer que dessa vez doeu menos. Ao menos, esperei que fosse doer mais.
Acho que estou aprendendo a lidar com as coisas, e essa surpresa se encaixa no gênero "sei lá se é bom ou ruim".
Mas mesmo assim, nada mudou completamente, e eu odeio as coisas pela metade.
Acho que mudei o meu jeito de escrever e sinto muito por isso... Ou não. Desculpa, mas deu vontade.
Eu gritei.
Eu corri.
Eu falei.
Eu ouvi.
E fingi não me importar.
Eu mudei?
Eu nunca mudo. Sou a mesma garota que odeia dizer "nunca".
Não, você não sabe como é ser alguém como eu e nunca querer parar.
Nunca.
Nunca sei até quando o "nunca" e o "pra sempre" duram.
Mas aqui estou eu, um passo à frente.
Com mais responsabilidades, menos tempo, mais frio na barriga e mais impulsividades ou não... aqui estou eu.
E aqui permanecerei... sei lá até quando. Nada de certezas, só impulsividades.
Just don't let me down.
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