terça-feira, 4 de novembro de 2008

Goodbye, my love.

Eu não consigo entender como as coisas podem mudar tão radicalmente, e olha que eu achei que já fosse especialista no assunto.
Você jurou que estaria bem aqui. Sim, você jurou para mim. Prometeu três vezes, ou até mais.
Mas foi embora... Foi embora e faz é muito tempo, mas precisei de um "adeus" oficial e bem pronunciado - quem sabe até soletrado - para conseguir entender. Talvez pelo fato de eu ter acreditado, ter sonhado, que você estaria sempre aqui. Todas aquelas pessoas irreais passariam, diriam adeus, me abandonariam como todo mundo um dia fez ou com certeza fará, mas eu não iria me importar, pois você ainda estaria bem aqui, junto comigo, incondicionalmente. Demorou, mas percebi que essa parada de "incondicional" não existe. Não por muito tempo.
Sei que a culpa foi minha. A culpa sempre é minha. Mas ainda assim, você prometeu, disse que independente de qualquer coisa não me deixaria. O que eu faço com o vazio? O que eu faço se eu cair? Te mantenho em minha memória? Já não é tão fácil. Estou perdida.
Eu aceito.
Me conformo.
Te digo adeus.
Te digo mais: não te amo mais.
Mas isso é tudo uma grande mentira. Você me conhece bem.
Eu preciso aparentar ser insensível. É a minha defesa.
Apesar de que, você sabe e eu também sei, no final de tudo eu acabarei em seus braços, chorando feito criança, e só você poderá me acalmar.
Deixe o amor encontrar uma saída.

Eu te amo até o fim... Você poderia me amar?

domingo, 19 de outubro de 2008

Se você tem o direito, faça direito.

É tudo muito insípido agora.
Sem você eu perco os sentidos, perco a razão, perco a fala, perco as idéias e todo o resto.
Bebida nenhuma preenche, droga nenhuma completa.
E eu apenas fico aqui, sozinha com esses dias vazios...
Talvez eu pudesse voltar atrás e dizer tudo o que eu precisava... mas de nada me valeria, tendo em mente que a situação continuaria sendo a mesma.
O que te dá o direito de voltar dessa maneira?
O que te dá o direito de invadir meus pensamentos?
O que te dá o direito de tomar conta de todos os meus sentimentos?
Amor e ódio, raiva e desespero.
Cada sentimento confuso que me enche de você... Eu estou cheia de você! Estou bêbada de você.
O que te dá o maldito direito de foder com a minha mente?
O que te dá o maldito direito de ser sempre a ressaca mais doce de toda a minha vida?
Eu fico perdida, e você não cicatriza.
E eu não sei mais se há razão em tudo isso... sequer sei se algum dia teve.
Mas é o meu mal necessário... minha dose diária de você, pra acabar com os meus dias, pra me deixar pensando...
Será que um dia você volta de verdade?
Será que um dia as dúvidas se acabarão?
E o que é impossível afinal?
E o que é eternidade afinal?
Promessas nem sempre são o suficiente.
Mas hoje eu acredito.
E de que me vale tudo isso?
E de que me vale você apenas dentro de mim e ao mesmo tempo assim tão longe, distante e amargo?
O que te dá o maldito direito de deixar tudo tão mal resolvido?
Eu estou esperando para ouvir mais um "adeus" e ver você voltando daqui alguns meses.
Mal posso esperar para sentir o gosto das lágrimas que você provoca em mim novamente.
Mas o que me dá o direito de jogar todas essas palavras estúpidas para o alto?
E de que me vale tudo isso?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O destino nega um bom título.

Fazia tempo que não parava para escrever algo. Confesso que estava corrida, mesmo não sendo tão responsável e cheia de compromissos assim. As provas me tomaram um bom tempo, mas os resultados estão compensando. O destino deve ter culpa nisso aí também... sei lá, é tão mais simples culpar o destino por tudo.
O destino te levou pra longe de mim.
O destino te fodeu a mente.
O destino te tornou um idiota.
O destino se encarregou de fazer tudo sozinho e acabou com tudo por nós.
Maldito destino, sempre confundindo cabecinhas alheias.
Sem contar o fato dele sempre me arrancar as palavras, me deixar sem ação, sem reação.
Esse destino é um filho da puta mesmo.
No mais, fico por aqui, mas volto em breve...
E nem a porra do destino me segura!

terça-feira, 15 de julho de 2008

A Dança das Estações.

Vem sem medo aos meus braços, meu amor.
Que a tristeza não vai mais espreitar pelos cantos
e apertar assim o peito.
Fica assim, aqui perto,
que o teu cheiro me faz seguro,
teu calor me protege e teu corpo me cura o vazio.

Para que brincar de ter razão?
É besteira não querer errar
e é tolice demais curtir a dor.
Deixa pra lá tudo isso
e vem dançar a dança das estações.

(...)

Gosto de te ver rindo
e da riqueza das coisas simples
que guardo qual tesouros.
E a beleza está em não ter pressa.
Que corremos demais, meu amor,
e é hora de parar, deitar na grama,
falar só besteira e rir da vida.

Ah, deixa isso pra lá
que esse mundo é todo errado.
Fica perto então
que tanta solidão já feriu demais.


"A Dança das Estações", por Fabio "Nenê" Altro. (Dance Of Days).
(O cara é foda, e eu estou sem vontade de postar qualquer besteira escrita por mim no momento, obrigada.)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O triturador de sonhos.

É incrível como eu nunca aprendo.
É incrível como todos os meus sonhos, independente do gênero ou qualquer outra classificação, insistem em serem despedaçados.
E eu sabia desde o começo que ia acabar quebrando a cara e meus sonhos iriam parar no triturador no fim das contas, eu sempre sei, e sempre insisto em me dar o benefício da dúvida, sabendo que vou sofrer por algo que poderia ter sido evitado. Mas eu nunca evito, eu vivo.
Vivo no meu mundo de ilusões e a minha única companhia é o meu triturador de sonhos que vive para remoer toda essa felicidade em realidade. É frustrante.
Minhas mãos já estão deformadas de tanto tentar tirar esses sonhos de dentro do triturador. Mas me diz, de que adianta? É em vão, sempre em vão... Mas nada me faz deixar de correr atrás dos meus sonhos e ilusões. É lamentável.
Quem sabe um dia desses eu acabe ficando sem mãos para agarrar os sonhos triturados.
E então eu serei uma inválida, sem medo, sem expectativas, sem dor e sem angustia.
NÃO! Pois já disse que nunca aprendo, oras!
E o triturador, é mais insistente ainda.
Viverei com meus sonhos despedaçados e minhas falsas expectativas até o triturador se cansar de mim.
Afinal, um dia todo mundo cansa...
E nessas horas é triste lembrar que o mundo todo não me inclui.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Nesse silêncio todo eu não posso te ouvir.

Palavras são armas, e o silêncio é defesa.
Prefiro mesmo ficar quieta para não me machucar. Nunca se sabe quando colocarei tudo a perder dizendo coisas que você nunca deveria saber.
Guardo essa fase e esse sentimento só pra mim, e um dia tudo vai passar. Eu sei que vou lembrar, mas aí já será tarde e irrelevante.
É frustrante que eu não tenha noção do impossível... e é triste viver tudo isso sozinha. Mas eu vivo, e sempre vou viver assim. Ilusão aos meus olhos é algo normal, faz parte de mim e faz parte da minha rotina.
Eu acredito nessa ilusão. Talvez amanhã ou depois isso saia da minha cabeça, mas me alimento disso no momento, e, em cada momento de silêncio você vai desacreditar nela, enquanto ela me consumirá.
Pois deixe que consuma. Me deixe abraça-la, pq ela acabará indo embora sem dizer adeus. Quando eu me der conta, a realidade já terá vindo à tona, e você vai estar mais longe ainda.
E logo eu que sou de acreditar em futuro e fazer mil planos em torno de promessas, consegui me desiludir nesse aspecto.
Parabéns! Eu estou acordada.
(...)
E nem assim você sai de mim.

domingo, 11 de maio de 2008

O amor é. Ele simplismente é.

As definições das crianças em uma pesquisa realizada num jardim de infância:

"Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere os sentimentos dessa pessoa" - Mathew, 6 anos

"Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô, desde então, pinta as unha para ela. Mesmo quando ele tem artrite" - Rebecca, 8 anos

"Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras" - Lauren, 4 anos

"Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo se conhecendo há muito tempo" - Tommy, 6 anos

"Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente" - Billy, 4 anos

"Há dois tipos de amor, o nosso amor e o amor de Deus, mas o amor de Deus junta os dois" - Jenny, 4 anos

"Amor é quando mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford" - Chris, 8 anos

"Durante minha apresentação de piano, eu vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo" - Cindy, 8 anos

"Não deveríamos dizer eu te amo a não ser quando realmente o sintamos. e se sentimos, então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas esquecem de dizê-lo" - Jessica, 8 anos

"Amor é se abraçar, amor é se beijar, amor é dizer não" - Patty, 8 anos

"Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro" - Mary Ann, 4 anos

"Deus poderia ter dito palavras mágicas para que os pregos caíssem do crucifixo, mas ele não disse isso. Isso é amor" - Max, 5 anos.