Tanta gente ao meu redor, e esse cheiro de solidão me sufocando.
Tanta variedade, e eu ainda opto pelo gosto amargo de minhas lágrimas.
Tão pouco espaço, e ainda assim eu continuo andando.
Tão previsível, e ainda assim fico surpresa.
Sinceramente eu não me importo - pelo menos gostaria de não me importar - com toda essa inutilidade
No fim, percebemos que tudo é só uma questão de futilidade.
Não sei que música ouvir, não sei para onde ir
tanto faz, que não seja eu mesma dizendo coisas contra mim, mesmo no mais puro silêncio.
Não sei o que fazer, o que temer, o que pensar, como continuar.
Eu só queria mesmo era um canto para eu chorar, chorar e chorar, sem parar.
Remoer minha tristeza, e depois engoli-la a força, como remédio... anti-depressivo talvez.
Me comportar como uma criança indefesa, que nunca tem culpa de nada.
Seguir em frente, sem ter medo por não conhecer a estrada.
Ouvir menos, ver menos, falar mais, sentir mais!
Talvez jamais...
Mas quem será capaz de me fazer desistir?! Me diz, quem será capaz?!
Preciso acreditar que ainda há muito por vir (me contento com só um pouco mais).
Sei que não tenho tudo que quero, e que não quero tudo que tenho.
Mas não sou ingrata... julgue ambiciosa se quiser.
Ver os problemas com outros olhos, e as pessoas como se nem os tivesse. Bem melhor.
Abandonar o mundo, ou conseguir torna-lo melhor, ou maior, de modo que ninguém fique - ou se sinta - de fora...
Ao menos habitável, suportável.
Paz, sorrisos verdadeiros, uma pessoa, um lugar.
Me deixe sonhar...
Me deixe sangrar um pouco mais...
Mal posso esperar para sair e sorrir, como se tudo estivesse em paz.
