domingo, 23 de setembro de 2007
As coisas pequenas.
É frustrante quando você olha, e aquele castelinho de areia tão bem feito está desmoronando aos poucos, e você fica sem saber se impede isso, se o refaz ou o destrói de uma vez (mesmo que isso te traga ainda mais dor e arrependimento, continua sendo uma alternativa).
Você não sabe se deve se importar, se realmente vale a pena. As vezes sim. As vezes desgasta... as vezes nem sobra nada para desgastar.
Mas é claro, você continua tendo algumas certezas: algumas pessoas são insubstituíveis, e o PRA SEMPRE existe sim, pois você sabe, o amor que você sente vai ser eterno, por mais que a areia daquele castelinho voe e acerte teus olhos quase te cegando, por mais que você canse de tanto construir castelinhos, por mais que a areia desapareça ou mude de cor, e o sol vire escuridão. O amor vai continuar ali, sorrindo pra vocês... ele nunca vai acabar, e todos os momentos de alegria, jamais irão se apagar. Ou pelo menos é nisso que eu gostaria de acreditar.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Se um dia lembrar de mim...
E eu penso em você assim, do nada, enquanto estou me arrumando pra sair, ou esperando a pipoca sair do microondas, e inevitavelmente, surge um sorriso no meu rosto.
Talvez por isso, eu tenha me conformado a fazer uma ínfima parte da sua vida, mesmo sabendo que você nunca quis, nem pediu, e nem se importou com que eu tivesse um papel mais importante.
Só porque, sim... eu já passei (e confesso, ainda passo) muito tempo, pensando que tudo isso podia ser diferente.
Talvez fosse para terminar mesmo, mas que nossa história ao menos tivesse um fim melhor... ela realmente merecia.
Um fim um pouco menos infantil, triste, pungente.
Eu queria poder mudar... alias, acho que tentei mudar.
Mas eu nunca consegui te esquecer.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Obrigada.
Obrigada pelas sádicas lembranças.
Mas eu te devolvo tudo isso agora
Pegue de volta antes que eu jogue fora.
Não é mais útil para mim
Não dá para continuar assim.
Não consigo mais brincar de ser feliz.
Isso é quando o fingimento se torna real
e a realidade um fingimento
e pode até parecer normal, só por um momento.
É quando as promessas de amor eterno
se tornam monocromáticas e sem valor
Primeiro as juras, depois as injúrias.
Primeiro a felicidade, depois a dor.
Outra vez...
é como se você desconsiderasse a gravidade
e fosse capaz de voar em liberdade
Mas a força peso, ah... insiste em te envolver
e te puxar para baixo, não dá para conter.
Maldita gravidade!
Maldita liberdade!
Maldita insanidade!
Maldita realidade!
Eu não quero essa verdade...
Eu quero é uma verdade inventada.
Essa é a minha vida, muito obrigada.
domingo, 9 de setembro de 2007
Sorria como se fosse mentira.
Mas ainda assim irá me escutar, aposte.
É bom você saber que entre nós há uma simples diferença
Você tem uma vida
eu tenho apenas feridas
tanto as minhas, quanto as tuas
e estou cuidando delas.
Apenas sorria enquanto caminha sem rumo pelas ruas
e eu fingirei estar feliz sem reconhecimento pela minha atuação singela.
Não é difícil perceber esse meu olhar vazio.
Meu olhar vazio dificilmente percebe isso em você.
Não é agradável carregar tudo nas costas sozinha
Me desculpe se a culpa é minha
Apenas continue sorrindo enquanto caminha
sem rumo pelas ruas
vazio pelas ruas vazias
puro, sem prumo, sem rumo.
Eu vou estar aqui cuidando de tudo.
Faz de conta que você não me viu chorar.
Faz de conta que você não soube o que falar.
Sempre estive chorando por dentro
Mas faz de conta que não, meus olhos estão secos agora.
Apenas faça de conta, sorria como se fosse mentira, entendemos disso.
Pode ser excruciante aos olhos de quem vê
Mas é bem mais aos olhos de quem chora.
Faça de conta, dissimule, olhe lá fora
Um dia aparentemente lindo está por vir.
Respire fundo e comece a sorrir
Enquanto há fôlego, enquanto há tempo.
Você pode perder tudo com o simples sopro de um vento...
Agora é a hora certa para o vento errado
Então cause dor e deixe os outros de lado.
Sorria como se fosse mentira.
Sorria como se nada tivesse causado.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Tentando.
Não adianta chorar pelo que já está feito.
O que você tem que fazer, é deixar o passado no passado. Você nunca terá aqueles dias de volta, nem se derramasse lágrimas pelo resto de tua vida. Então por que insistir no sofrimento? Já foi dado tempo ao tempo. Marcas sempre vão ficar, você já devia ter aprendido isso... Mas essas marcas, são sinal de que aconteceu, de que você viveu, e que apesar dos erros que cometeu, foi tudo muito bom. Tudo tem um propósito, se foi assim, é porque tinha ser. Pode soar como uma simples frase para perdedores que não conseguem deixar o passado para trás, mas não é, e um dia você vai entender. Saudades sempre irão existir, mas ninguém vive de saudades, você precisa aprender a controlar ela. Saudade não é sinônimo de desespero, e desespero nenhum vai mudar o que aconteceu. Você ainda tem uma vida, só tem que se permitir a vivê-la!
Algumas coisas boas precisam acabar, e um dia o porque do fim aparece.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Meia dose semi-profunda.
Tanta variedade, e eu ainda opto pelo gosto amargo de minhas lágrimas.
Tão pouco espaço, e ainda assim eu continuo andando.
Tão previsível, e ainda assim fico surpresa.
Sinceramente eu não me importo - pelo menos gostaria de não me importar - com toda essa inutilidade
No fim, percebemos que tudo é só uma questão de futilidade.
Não sei que música ouvir, não sei para onde ir
tanto faz, que não seja eu mesma dizendo coisas contra mim, mesmo no mais puro silêncio.
Não sei o que fazer, o que temer, o que pensar, como continuar.
Eu só queria mesmo era um canto para eu chorar, chorar e chorar, sem parar.
Remoer minha tristeza, e depois engoli-la a força, como remédio... anti-depressivo talvez.
Me comportar como uma criança indefesa, que nunca tem culpa de nada.
Seguir em frente, sem ter medo por não conhecer a estrada.
Ouvir menos, ver menos, falar mais, sentir mais!
Talvez jamais...
Mas quem será capaz de me fazer desistir?! Me diz, quem será capaz?!
Preciso acreditar que ainda há muito por vir (me contento com só um pouco mais).
Sei que não tenho tudo que quero, e que não quero tudo que tenho.
Mas não sou ingrata... julgue ambiciosa se quiser.
Ver os problemas com outros olhos, e as pessoas como se nem os tivesse. Bem melhor.
Abandonar o mundo, ou conseguir torna-lo melhor, ou maior, de modo que ninguém fique - ou se sinta - de fora...
Ao menos habitável, suportável.
Paz, sorrisos verdadeiros, uma pessoa, um lugar.
Me deixe sonhar...
Me deixe sangrar um pouco mais...
Mal posso esperar para sair e sorrir, como se tudo estivesse em paz.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
"Querido" Senhor do tempo...
Que deveriamos ter um controle remoto, ou apenas um simples botão...
Todos nós, ou não.
Daqueles que é só tu apertar, para o tempo avançar, ou voltar. Assim não haveria tédio, nem medo, nem ansiedade.
Confesso, meu passado me deixa confusa, meu presente me deixa angustiada, e meu futuro me perturba.
Mas porque? O que passou, passou, e eu sei que nada trará de volta.
Não tenho porque fugir do presente, se ele já me alcançou. E estou ciente de que temos que aproveitar o aqui e o agora, antes que o futuro venha e nos tire tudo, outra vez.
E à respeito do futuro? O que tenho a perder? TUDO! ou nada...
De certa forma, fico imaginando, quantas vezes ainda cairei, e quem me ajudará a levantar.
Quantos amigos ainda perderei e quantos ainda me perderão.
Quantas vezes ainda vencerei e quantas vezes ainda me vencerão.
Quantas vezes ainda errarei e quantas vezes ainda terei que pedir perdão.
Quantas vezes ainda irei ser magoada, e quantas vezes ainda sofrerei calada.
Oh Senhor do tempo, porque és tão cruel comigo? Logo eu, que tento ser sempre tão sincera.
Me deixastes nessa triste espera, na amarga expectativa, e quando viera, transformastes verão em primavera, e arrancastes de mim todos aqueles sonhos que me deixavam assim, que me davam mil motivos para sorrir.
Mas o que é felicidade afinal? Abstrato! Uma tarde chegando ao final, de frente pro mar, sentindo a brisa bater, querendo me levar, e o abraço de meu amado à me confortar? Então tu chega para me acordar.
Hora de partir. Mas eu não estava pronta, sequer disse adeus.
Mas se essa foi a vontade de Deus, tudo bem... Me poupou deste trabalho, foi até bom, despedidas iriam acabar comigo, sabendo que um reencontro não viria a existir. Então eu tive que partir, mas talvez não seja tão ruim. Pior poderia ser. Melhor, que tal?
Mas senhor, és tão imprevisível, faça-me uma surpresa boa. Me traga de volta aqueles dias maravilhosos, ou apenas me tire daqui!
Eu cansei, e não aguento mais ficar à procura de controles remotos que mudem tudo ao meu redor com um simples toque em um botão.
Paro por aqui, muitos controles estão à minha espera, e eu começarei pelos da televisão, porque não? Se até o destino ainda me surpreende, tenho motivos para desconfiança, então.
