quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

last day.

Falta muito pouco para a chegada do ano novo.
Já mencionei que dezembro consegue ser o mês mais insuportável de todos?
Natal, Ano novo, meu aniversário... não necessariamente nessa ordem. Mas um grande porre, de toda forma.
A tortura maior começa no dia 23... O mundo inteiro te dando parabéns. Parabéns pelo quê? Eu nem fiz nada. É... um ano a menos. Nem ligo.
Depois, natal: todas as pessoas super amigáveis, se abraçando e desejando um "feliz natal". Por que, hein? Me diz. Os japoneses que me perdoem mas eu estou farta dessas luzinhas piscantes e escrotas. Calma... só mais três horas e meia.
Daqui quatro horas estarei com os queridinhos e alguns desconhecidos também (óbviamente, pra não perder o costume idiota de fim de ano, onde todos se amam e todos vivem em paz), estourando champagne de ótima qualidade, se abraçando e gritando "feliz ano novo!" ou coisa que o valha. E claro que eu estarei sorrindo... é essencial sorrir nessas horas. Umas duas ou três horas depois eu estarei no meu quarto ouvindo Cazuza e me afogando em um mar de lágrimas. Antítese. Estranho. Mas é verdade, fim de ano é deprimente... Sim, pense em todas as oportunidades perdidas no decorrer do ano e, todos os momentos bons que não voltarão e tudo mais. Eu sei, é besteira, mas a melancolia não se importa.
Não consigo fazer mil planos e promessas para um novo ano. Simplesmente não consigo. Que droga, como assim ano novo? Cada segundo é um segundo novo, cada minuto, cada hora, cada dia... Então eu posso comemorar inovações quando bem entender?
O importante é que o efeito psicológico que o "ano novo" provoca nas pessoas é no mínimo bem interessante.
Então, de qualquer forma, aproveitem esse último momento para gritar todas as dores do ano, chorar todas as lágrimas que foram contidas nesses 365 dias, e dar todos os abraços que você, por algum motivo estúpido, deixou de dar.
Nos vemos em 2009.